Início » , , , » Índios protestam em Avaí contra morte em fazenda do MS

Índios protestam em Avaí contra morte em fazenda do MS

Pirajui por Unknown em 1 de junho de 2013 | 10:06:00

Quatro aldeias e aproximadamente 96 índios da reserva Araribá, em Avaí fizeram um protesto na tarde de ontem na vicinal que liga a cidade a Duartina, próximo ao quilômetro 7 da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros.
A ação ocasionou a interdição da via com tratores e pneus queimados, resultando em um congestionamento de vários veículos.

A manifestação foi em repúdio e luto à morte de um índio terena de 35 anos e outros três que ficaram feridos. Eles foram vítimas de um conflito com a polícia que atuou anteontem em uma reintegração de posse na cidade de Sidrolândia, a cerca de 60 quilômetros da capital sul-mato-grossense, Campo Grande.

De acordo com o Davi Henrique da Silva, um dos líderes indígenas, a manifestação em Avaí teve início às 15h e se estendeu até o final da tarde. Duas viaturas da Polícia Militar (PM) e o helicóptero águia da PM de Bauru acompanharam o movimento. “Virou uma rotina, qualquer confusão um índio morre”, comentou Davi.

Anteontem policiais federais e militares chegaram para cumprir a ordem judicial de reintegração de posse e retirar os índios da fazenda Buriti, ocupada desde o último dia 15 de maio. A propriedade pertence ao ex-deputado estadual Ricardo Bacha.

A reintegração de posse foi autorizada na quarta-feira à tarde, pelo juiz substituto da 1ª Vara Federal de Campo Grande, Ronaldo José da Silva, após reunião entre os índios e os donos da fazenda, inclusive Bacha. Segundo a Polícia Federal, os índios resistiram à ação policial. Informações preliminares, ainda não confirmadas pela PF, dão conta de que a sede da fazenda chegou a ser incendiada, antes do confronto.

De acordo com o Cimi, a fazenda fica no interior da Terra Indígena Buriti, declarada pelo Ministério da Justiça como de ocupação tradicional, em 2010. Dos 17 mil hectares reconhecidos, os índios ocupam hoje apenas 3 mil hectares (10 mil metros quadrados).

Uma primeira tentativa de desocupar a área foi abortada pela PF no último dia 20, quando os índios também resistiram à ação policial determinada pela Justiça que, diante do conflito, suspendeu a ordem de reintegração até que proprietários e índios realizassem reunião de conciliação.

A reunião aconteceu quarta-feira e, como não houve acordo, o juiz Ronaldo José da Silva autorizou a desocupação da propriedade.

Fonte: www.jcnet.com.br

0 comentários:

Postar um comentário