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Filhos Ilustres de Pirajuhy

Pirajui por Obirosca Pirajuí em 31 de maio de 2010 | 13:44:00

Filhos Ilustres
Muitos são os pirajuienses ou Pirajuienses de coração que se destacaram nos mais diversos setores e levaram o nome de Pirajuí aos quatro cantos do País e do mundo. Destacamos alguns deles e aproveitamos a oportunidade para pedir a colaboração de todos que conhecem um Pirajuiense que nos envie material para que possamos, com justiça, fazer essa devida homenagem:

José Roberto Arantes de Almeida (in memoriam)
José Roberto Arantes de Almeida, nasceu em Pirajui, estado de São Paulo, em 7 de fevereiro de 1943, filho de Mário Arantes de Almeida e Aída Martoni de Almeida. Criança ainda, em 1956, sua família mudou-se para Araraquara. Participou dos escoteiros, tocou piano, praticou natação e polo aquático, colecionou medalhas.

Em 1958 foi porta bandeira de um desfile patrocinado pelo Clube Pan-Americano de Araraquara carregando o pavilhão nacional de Cuba. Isto parece ter sido uma premonição, pois nem Cuba e nem o nosso José Arantes eram socialistas ainda. Seu pai trouxe a família para Araraquara para assumir seu cargo de professor da Faculdade de Farmácia e Odontologia, na disciplina Botânica Aplicada à Farmácia. Estudou no IEBA e junto com seu colega Salinas foi aprovado, em 1961, no vestibular para engenharia no ITA – Instituto Tecnológico da Aeronáutica.

Em 1964, em virtude das suas atividades políticas, nesta ocasião já militante comunista, foi expulso do ITA e levado preso para a Base Aérea do Guarujá. Libertado, retomou seus estudos na Faculdade de Filosofia da USP, localizada na famosa Rua Maria Antonia, onde iniciou o curso de Física. Em 1966 foi eleito presidente do Grêmio da Filosofia, órgão representativo dos estudantes da faculdade. Foi um lider nato, seus colegas chamavam-no de Zé Arantes, ou simplesmente Arantes. Entre estes colegas o hoje famoso e poderoso Ministro Chefe da Casa Civil José Dirceu de Oliveira e Silva, o Zé Dirceu.

Outro, de seus inúmeros amigos e companheiros, era Frei Beto, o dominicano que hoje é conselheiro espiritual do Presidente Luís Inácio Lula da Silva e assessor especial do Programa Fome Zero. Todos os seus contemporâneos referem-se ao Zé Arantes com grande carinho. Os dois Zés estudaram e militaram juntos. Com ideal socialista, eles eram da base do Partido Comunista Brasileiro, que começou a se desmanchar em vários grupos que questionavam a política adotada por este partido nos períodos pré e pós golpe militar de 1964. Entraram na Dissidência Comunista de São Paulo, transformada posteriormente em ALN – Ação Libertadora Nacional, e terminaram no MOLIPO – Movimento de Libertação Popular, que pregava a luta armada como forma de derrotar a ditadura militar. Em 1967 tornou-se vice-presidente da UNE – União Nacional dos Estudantes, à época uma importante e representativa entidade da sociedade civil, com enorme influência política e social.

Em 1968 a UNE tentou realizar seu 30º Congresso, em Ibiuna/SP que declarado proibido pelo governo militar foi invadido pela polícia. Todos os seus participantes foram presos, levados para o DOPS e seus líderes processados. Zé Arantes conseguiu fugir de dentro do DOPS, pela porta da frente, disfarçando-se no meio da balburdia produzida por quase 800 presos que lotavam as dependências do famoso prédio do largo General Osório em São Paulo.

Posteriormente teve sua prisão decretada pela Auditoria Militar que, então, julgava os crimes políticos. Clandestino, viveu com nomes falsos, teve seus últimos momentos de ternura e contato familiar na Semana Santa de 1969 quando, junto com seu irmão Dado e sua namorada Lola, passou alguns dias na praia deserta de Bertioga. Vivendo na clandestinidade foi para Cuba participar de treinamento para a guerra de guerrilhas. Voltou ao Brasil na chamada Turma dos 28. Caçados pelos órgãos de segurança, DOPS, DOI-CODI, CENIMAR e outros, todos os jovens idealistas que voltaram ao Brasil nesta turma foram mortos ou desapareceram para sempre.

No dia 04 de novembro de 1971, aos 28 anos, foi descoberto pelo DOI-CODI numa casa da Rua Cervantes nº 7, na Vila Prudente, em São Paulo. Resistiu à prisão, e as torturas que fatalmente se seguiriam, lutando bravamente e terminou morto. Usava o nome falso de José Carlos Pires de Andrade, com o qual foi necropsiado pelo IML. Em seguida foi enterrado no Cemitério de Perus, muito utilizado pela ditadura para enterrar os oposicionistas mortos.

Resgatado pela família, seu corpo foi exumado e levado para sepultamento, sob um manto de silêncio, com seu nome verdadeiro em Araraquara. Sua namorada Lola, a jovem Aurora Maria Nascimento Furtado, foi assassinada sob torturas, em novembro de 1972, no Rio de Janeiro. Homenageando-o em 1978, os estudantes da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP de Araraquara, deram seu nome à sua entidade representativa: Diretório Acadêmico José Arantes.

Em 24 de novembro de 1983, através do Decreto Municipal nº 4.944, do prefeito municipal Clodoaldo Medina, atendendo uma solicitação de autoria do então vereador petista Domingos Carnesecca Neto, a cidade de Araraquara denominou Avenida José Arantes, uma via pública do bairro Cidade Jardim. Outras homenagens se sucederam em várias cidades do nosso país, entre as quais Ribeirão Preto que também tem a sua Avenida José Roberto Arantes de Almeida.

A Câmara Municipal de Araraquara aprovou projeto de lei do vereador Eduardo Lauand, sancionado pelo prefeito Edinho Silva, que cria a Praça Memorial da Liberdade, em área do município contornada pela Avenida “2″ e Avenida Jorge Miguel Saba, no loteamento Parque Residencial Iguatemi, em homenagem aos araraquarenses vítimas do regime militar pós-1964: Luiza Augusta Garlippe (Tuta), Jurandir Rios Garçoni e José Roberto Arantes de Almeida. (Colaborou Domingos Carnesecca Neto).



Naum Alves de Souza (Pirajuí SP 1942). Diretor, autor, cenógrafo e figurinista. Homem de teatro ligado a múltiplas atividades, não apenas no campo do teatro como também da televisão, cinema e ópera. Muda-se para São Paulo aos 18 anos de idade, onde, pouco depois, começa a dar aulas de educação artística e iniciação às artes plásticas para crianças e adolescentes.

Com alguns alunos da Fundação Armando Álvares Penteado, Faap, abre o Pod Minoga Studio, um centro de pesquisas de linguagem cênica que, nos anos 70, causa furor e torna-se um fenômeno cult. Sua estréia profissional fora desse grupo se dá como cenógrafo e figurinista de El Grande de Coca-Cola, um musical americano dirigido por Luís Sérgio Person no Auditório Augusta, em 1974. Logo a seguir, executa os bonecos de Vila Sésamo, programa infantil da TV Cultura de enorme sucesso. Aos poucos vai se desdobrando em múltiplas atividades.

Como autor escreve e dirige Maratona, 1977; No Natal a Gente Vem Te Buscar, 1979; A Aurora da Minha Vida, 1981; Um Beijo, um Abraço, um Aperto de Mão, 1984. Fazendo um perfil analítico sobre a produção teatral na década de 80, escreve o crítico Yan Michalski: “A dramaturgia está sendo, sem dúvida, o elemento do teatro mais sacrificado (…) Apenas um autor de personalidade já claramente formada surgiu e firmou-se no panorama: Naum Alves de Souza, que através de uma interessante trilogia – No Natal a Gente Vem Te Buscar; A Aurora da Minha Vida; Um Beijo, um Abraço, um Aperto de Mão – enfrenta corajosamente os seus fantasmas do passado, oriundos de uma formação pequeno-burguesa e religiosa, conservadora e preconceituosa”.1 Seguem-se Nijinski, ainda em 1984, e Suburbano Coração, com músicas de Chico Buarque, em 1989.

Através dessas realizações, Naum constrói uma sólida, reconhecida e premiada carreira como autor, que prossegue anos depois com Água Com Açúcar, em 1995; Strippers, em 1997; além de inéditas, entre as quais Ódio a Mozart e As Festas do Amigo Secreto. Como diretor, além de encenar seus próprios textos, destaca-se nas montagens de Cenas de Outono, de Yukio Mishima, tendo Marieta Severo à frente do elenco, em 1987; Lulu, de Frank Wedekind, com Maria Padilha no papel central, em 1989; Longa Jornada de Um Dia Noite Adentro, de Eugene O’Neill, com Sergio Britto e Cleyde Yáconis, em 2002. No ano seguinte, dirige A Flor do Meu Bem Querer, de Juca de Oliveira, superprodução sobre corrupção política no Brasil, em 2003.

Sua colaboração para espetáculos alheios, na direção, roteirização, cenografia e figurinos é igualmente insuflada de criatividade, exemplo disso são os cenários e figurinos de Falso Brilhante, show de Elis Regina; e, sobretudo, Macunaíma, espetáculo internacionalmente consagrado, dirigido por Antunes Filho, em 1978. Em 1983, roteiriza O Grande Circo Místico, espetáculo de dança sobre trilha sonora de Chico Buarque e Edu Lobo, dirigido por Emílio Di Biasi para o Teatro Guaíra de Curitiba; adapta e dirige Dona Doida, sobre poemas de Adélia Prado, espetáculo consagratório da atriz Fernanda Montenegro, em 1990.

No mesmo ano, faz ainda a adaptação de texto e direção de Big Loira, contos de Dorothy Parker, em montagem que destaca Cristina Mutarelli. Em 1997, faz a direção cênica do espetáculo de dança Muito Romântico, novas versões das canções do Roberto Carlos, com coreografias de Susana Yamauchi, em parceria com João Maurício, espetáculo que faz consecutivas viagens ao exterior. Na área da ópera cria Ópera do 500, Os Pescadores de Pérolas e King Arthur, no Teatro Municipal de São Paulo, Janufa, de Leos Janácek, além de versões compactas para Carmen e Mme. Butterfly.

Na área da dança cria alguns espetáculos memoráveis, especialmente para o desempenho de J. C. Violla, entre os quais Senhores das Sombras, Valsa para Vinte Veias, Flippersports, Petruchka, Salão de Baile e Doze Movimentos para Um Homem Só. Escreve o roteiro de Romance da Empregada, filme de Bruno Barreto, em 1986. Na TV, dirige um sitcom à brasileira, A Guerra dos Pintos, na Bandeirantes, em 1999. Sobre seu trabalho, o crítico José Castello não esconde seu entusiasmo: “A melhor imagem para a obra de Naum Alves de Souza pode ser a de um artista que vaza os olhos para ver melhor, porque deseja ver tudo e não apenas os espaços delimitados pela visão.(…) A pulsação delicada, quase castiça, que ele injeta em suas montagens não esgota, apenas insinua o vigor que lateja em tudo o que faz”.

Maria Zilda Gamba Natel (in memoriam)
Ex- Primeira dama de São Paulo – Período de gestão: de 15/03/1971 a 14/03/1975. Educadora, nasceu em Pirajuí, São Paulo, era casada com o ex-governador Laudo Natel. Sua atuação à frente do Fundo de Assistência Social ficou marcada pelas campanhas em prol da população marginalizada- os pedintes de rua.

A campanha “Um Mendigo a Menos, um Trabalhador a Mais” foi posta em prática com a criação do Centro de Reabilitação do Indigente – CRI Instalado na fazenda São Roque, no município de Franco da Rocha, onde os pedintes retirado das ruas eram assistidos física e psicologicamente para serem recuperados e reintegrados à sociedade, por meio da profissionalização,pois, além de aprender a lidar com a terra e com os animais para o sustento da própria fazenda, tinham cursos nas áreas mais diversificadas, promovidos pelo Senai e Sesc.

Assim, o lema básico “Se me deres esmola comerei hoje, se me deres trabalho comerei sempre” era atingido. Na área da saúde foi criado o Centro de Convalescença, onde ficavam até a recuperação total aqueles que saíam dos hospitais e os recolhidos na rua que precisavam de tratamento. Com a colaboração da Secretaria da Educação, foram instituídos os testes de acuidade visual nas escolas.

Conselheiro José Carlos Novelli
José Carlos Novelli, natural de Pirajuí-SP, tomou posse no cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso no dia 29 de junho de 2001. Indicado pelo governador Dante Martins de Oliveira, ele assumiu a vaga deixada por Djalma Carneiro da Rocha, que aposentou-se depois de 15 anos de serviços prestados ao TCE. Engenheiro formado pela Universidade Federal de Mato Grosso, Novelli iniciou a carreira no serviço público em 1979, como Diretor de Controle Interino do Detran/MS.

Depois disso, exerceu, entre outras funções, a de Gerente Estadual do programa Polonoroeste, Diretor de Manutenção do Dermat e consultor técnico de várias prefeituras do Estado. Em 1992, foi eleito vereador para a Câmara Municipal de Cuiabá, cargo que ocupou de 1993 a 1997 e, em outubro de 1998, assumiu uma cadeira de Deputado Estadual na Assembléia Legislativa de Mato Grosso, onde permaneceu até janeiro de 1999.

De fevereiro de 99 até 27 de junho de 2001, respondeu pela presidência do DVOP – Departamento de Divisão e Obras Públicas do Estado. No Tribunal de Contas, o Conselheiro foi eleito Vice-presidente na gestão 2000/2001 em 31/01/2001, substituindo o Conselheiro aposentado Djalma Metello Duarte Caldas.

Em 2003 foi novamente eleito Vice-presidente da 46ª Mesa Diretora (2004) e reeleito para o cargo na 47ª Mesa Diretora (2005). Em outubro de 2005 o Plenário do TCE elegeu o Conselheiro Novelli como Presidente da 48ª Mesa Diretora para o biênio 2006/2008, com o slogan “Construindo a Excelência”.

Paulo Miranda
Paulo Miranda nasceu em Pirajuí, São Paulo, Brasil em 1950. Viveu (67-68) em Charlottesville, Virginia, EUA. Cursou, em São Paulo, a Faculdade de Letras da USP durante os anos 70 por duas vezes, sem concluí-la. Tampouco concluiu o Curso de Comunicação Social da FAAP.

Como poeta intersemiótico, veicula sua produção em publicações coletivas tais como revistas e antologias. Tem participado de inúmeras exposições de poesia visual no Brasil e em outros países. É, também, promotor de eventos, editor (co-fundador da Nomuque Edições), impressor e promotor de estúdios de poesia, em especial as expressas em português e inglês.

Sua obra, em trinta anos, não chega a perfazer quinze peças. Reside e trabalha em São Paulo.

Dr. José Pedro da Silva – Cardiologista
Nascido em Pirajuí, em 27 de abril de 1947, residente no Jardim Paraíso, São Paulo, mesmo bairro que mantém seu consultório, foi graduado em dezembro de 1973 na Faculdade de Medicina de Botucatu, SP.

Fez residência em cirurgia Torácica e Cardiovascular, no Hospital do Serviço Público em São Paulo, ”Fellowship” em Cirurgia Torácica e Cardiovascular, Cleveland Clinic Foundation, Special Fellow 1977-1978, Clinical Fellow – 1979.

Autor de diversos artigos publicados por todo mundo, e para nós, o Dr. China ( apelido carinhoso), capa de revista Veja, realizador de cirurgias comentadas por todo mundo e um dos melhores cardiologistas do Brasil.

Carmem Mayrink Veiga
Carmen Mayrink Veiga, nascida Carmen Therezinha Solbiatti, filha do casal Maria de Lourdes e Enéas Solbiati (Comendador), descendente de uma rica família de Milão e atuante, no Brasil, na produção cafeeira e bancária, é considerada pela imprensa internacional a mais importante jet-setter brasileira no grand monde.

Nascida em Pirajuí, interior de São Paulo, ainda muito jovem foi considerada pelos jornalistas de Nova York como uma das mais bonitas mulheres do planeta. Foi retratada por artistas famosos como Portinari, Di Cavalcanti e Pedro Leitão, por exemplo. Entrou na lista das mulheres mais elegantes do Brasil na década de 50.

Logo depois, para o Hall of Fame, da Vanity Fair, como uma das mais elegantes do mundo. Casou-se em junho de 1956 com o empresário Antonio Alfredo Mayrink Veiga, com quem tem dois filhos: Antenor Mayrink Veiga e Antonia Mayrink Veiga Frering.

Cliente e amiga de grandes nomes da alta costura internacional, Carmen sempre foi publicada nas mais importantes revistas e congêneres da Europa e Estados Unidos como símbolo máximo da América do Sul no restrito grupo de clientes da alta costura. A alta moda sempre a cobriu da cabeça aos pés, circulando pelo mundo social, das artes. Famosa pelas amizades na realeza, pelos bailes em black-tie, as caçadas nos castelos, viagens por todo o mundo, exposições de arte, gatos, de porcelanas asiáticas… Amiga de realezas, artistas de Hollywood.

Considerada a brasileira que mais voou de Concorde (o avião supersônico). A única brasileira citada na biografia oficial de um dos mais importantes costureiros franceses, Yves Saint Laurent. Carmen escreveu o livro ‘ABC de Carmen’, publicado pela Editora Globo em 1997, ensinando a receber bem, seu estilo pessoal. Foi convidada para atualizar e comentar, para a América do Sul, o mais importante livro de etiqueta do mundo: ‘O Livro Completo de Etiqueta de Amy Vanderbilt’, publicado no Brasil pela Editora Nova Fronteira.

Em 2003, a Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, no Rio de Janeiro, organizou uma exposição com 67 de seus mais de 400 vestidos de alta costura – uma coleção considerada rara pelos especialistas em arte e alta moda. A iniciativa ajudou estudantes, consumidores e amantes da moda a verem de perto uma moda tão exclusiva. Carmen Mayrink Veiga foi fotografada para revistas do mundo todo pelas lentes de Scavullo, Avedon, Mario Testino, Bob Wolfenson, Miro, Tuca Reinés, Andy Warhol, etc. Carmen Mayrink Veiga gosta de gatos, terços e borboletas. Seu aniversário é no dia 24 de abril.

Paulo Roberto Rizzo – Estilista
Paulo Rizzo, hoje já falecido, era filho do Sr. Ari Rizzo e da Sra. Maria Conceição Germano Rizzo, professora que gerou o nome da EMEI – do Jardim América e Aclimação; Paulo foi um estilista de renome no mundo da moda, trabalhando como designer para várias multinacionais como Fórum, Rasgo dentre muitas outras.

Tito Madi – Compositor e cantor
Tito Madi – Quem tem mais de 60 anos, com certeza se lembra daquele moço chamado Chauk, que vimos muitas vezes aqui em nosso estádio, correndo atrás da ‘’redonda’’com a camiseta do ‘’VOVÔ’’ou cantando em nossa emissora local e, freqüentemente, no Coral Santa Cecília, da vizinha cidade, Garça. Hoje, Chauk cedeu lugar a Tito, um nome conhecido e respeitadíssimo no que diz respeito à música.

Entre seus discos citados ‘’Chove lá Fora’’, que teve enorme sucesso nos Estados Unidos, quando fez excursão àquele país – ‘’Carinho e Amor’’, “Fumaça em Teus Olhos’’, ‘’Menina Moça’’e muitos outros.

Maria Helena Guimarães – Cantora
Ela que já foi eleita ‘’Princesa do Café do Brasil’’, e que cantava no coral de nossas igrejas, é a moça simpática que todos nós pirajuíenses conhecemos, dotada de uma belíssima voz, que partiu para uma tournê com o famoso conjunto de Robledo.

Circulou muito tempo pelos países europeus e africanos, fazendo grande sucesso.

Renato Campos. – Ex-goleiro
Iniciou sua carreira profissional jogando pelo Marília Atlético Clube (MAC) em 1970, sagrando-se campeão do acesso da antiga primeira divisão em 1971. A final, disputada no Parque Antárctica contra o SAAD, hoje São Caetano, terminou 1X0. Também disputou a especial pelo Marília naquele ano. Em 1972 transferiu-se para o União Bandeirante do Paraná onde permaneceu até o final da temporada.

Em 1973 foi negociado para o E.C. Noroeste de Bauru onde disputou o Paulistinha. Em 1974 transferiu-se para o A.E.Velo Clube Rioclarense que defendeu em sua primeira passagem até o ano de 1980, sendo que no ano de (1978/1979) ascendeu à divisão Especial (primeira divisão) ficando com o vice-campeonato atrás apenas da Inter de Limeira (escalação do time do acesso: Renato, Flávio Trevisan, Almeida, Hércules e Ademar no meio Fernandinho, Guerra, Odair Cologna na frente Celso Mota, Maia e Betinho).

Naquele que foi o melhor time de todos os tempos de Rio Claro, destacaram-se Herbeta, Dagoberto, Edson Augusto, Ivan, Ferreirinha, Carlos Roberto, Roque, Toninho Ipeúna e Edson e o técnico Henrique Passos. Infelizmente o time foi desmanchado após subir de divisão e acabou sendo rebaixado novamente. Renato se transferiu em 1980 para o Independente de Limeira, que defendeu até o final de 1983.

Em 1984 voltou para o Velo Clube desta vez permanecendo até encerrar sua carreira profissional em 1988. Após o término de sua carreira profissional, passou a trabalhar como preparador de goleiros do próprio Velo Clube Rioclarense, e jogando no futebol amador até 1996.

Hoje trabalha como instrutor de futebol na secretária municipal de esporte de Rio Claro com crianças de 7 a 15 anos. Dados: Renato Jesus de Campos nascido em 25/12/1949 natural de Pirajuí – S.P. Ficha fornecida por: Marcio Luís Fernandes – Rio Claro – S.P.

Chico Amado
Geraldino Luiz de Moura Filho. Solteiro, 47 anos. Nasceu na cidade de Pirajuí, interior de São Paulo. O avô tocava sanfona. Os tios e primos cantavam. É por isso que, desde cedo, Chico Amado aprendeu o gosto pela música.

Começou a cantar em público aos nove anos. Formava dupla com o irmão, Xodó. Na adolescência participou de festivais de música pelo interior, ganhando vários prêmios. Nessa época o violão era outro companheiro constante. Atualmente Chico Amado se dedica inteiramente à música.

Mas nem sempre foi assim. Pra sobreviver, o artista precisou trabalhar como operário em metalúrgicas e tecelagens. Nos finais de semana, nada de descanso. Aos sábados e domingos Chico fazia apresentações em bares e eventos pelo interior paulista. A vida no campo sempre inspirou o artista.

O compositor foge das badalações e prefere o contato com a natureza. E foi assobiando como os passarinhos que Chico começou a compor. A primeira música nasceu na década de 80. E nesses 20 anos de profissão, foram mais de 500 canções gravadas. Chico é o popular. Amado, o romântico.

Foi assim que Geraldino escolheu o pseudônimo artístico. E são esses os principais ingredientes do trabalho de Chico Amado. Entre os sucessos, “Vai Dar Namoro” é a música de maior vendagem. Foram mais de um milhão de cópias.

Fátima Irene Pinto
Fátima Irene Pinto nasceu em Pirajuí-SP aos 17 de Agosto de 1953, mudando-se com a família para a cidade de Descalvado-SP aos 3 anos de idade.

Quarta filha de Arthur Ferreira Pinto e Sílvia Veronezi Pinto, tem tres irmãos mais velhos e uma irmã caçula. Manifestou desde cedo a facilidade para escrever poemas e contos os quais eram muito apreciados pelos seus professores e afixados no mural das escolas que frequentou. Homenageia seus mestres e grandes incentivadores: Profª Ivete G. Marcatto do Grupo Escolar Cel.Tobias e Prof.º Dr. Mário Franceschini do Instituto de Educação Estadual José Ferreira da Silva.

Foi também musicista, tocando vários instrumentos e participando de vários conjuntos, tempo que considera um dos mais felizes de sua vida. Tocou dos dez aos trinta anos, atividade que acabou abandonando pelas contingências da vida, mas guarda desta época as mais doces recordações. Algumas de suas poesias são, na verdade, letras de canções que compôs ao longo dos anos.

Com a mesma saudade, recorda-se dos bailes que frequentou, tendo vencido vários concursos de dança de salão. Aos 19 anos foi para São Paulo (capital) em busca de trabalho e estudo. Iniciou o curso de Letras na Fundação Santo André e trabalhou em várias empresas, dentre elas o Jornal Diário do Grande ABC, na condição de jornalista aprendiz. Motivos familiares fizeram com que retornasse para Descalvado, dando sequência aos estudos nas “Faculdades Reunidas Barão de Mauá” de Ribeirão Preto – SP onde licenciou-se em Letras em 1977.

Nesta época prestou vários concursos públicos passando em todos, a saber: Receita Federal – Instituto Nacional de Previdência Social – BNC S/A (antiga Caixa Econômica Estadual). Optou pelo BNC tendo em vista haver vaga em sua cidade e concluiu sua carreira em Maio de 2004, após 28 anos de atividade bancária onde acumulou vários prêmios por atingimento de metas e excelência no atendimento aos clientes.

Em 1983 iniciou o curso de Direito na “Pontifícia Universidade Católica” de Campinas, cuja matrícula teve que trancar visto não ter obtido do BNC de Descalvado autorização de transferência para a Ag. de Campinas. Casou-se em 1986 e em 1988 nasceram seus gêmeos Renan e Régis. Separou-se em 1990, passando a dedicar-se somente ao seu trabalho e aos seus filhos, preenchendo o pouco tempo disponível com estudos vários, na condição de auto-didata.

Foi aluna dos cursos Pró=Vida – Ordem Rosa Cruz – Self Realization da Índia e outros. Em Dezembro de 1999 comprou seu primeiro PC e em 2000 começou a editar seus escritos em prosa e verso nos vários sites literários da Net. Seu primeiro livro “Momentos Catárticos” nasceu em Maio de 2001, cuja edição pela Fiuza Editora de São Paulo, foi presente de seu sobrinho Dr. Carlos Henrique Pinto, grande incentivador de seu trabalho literário.

Em Dezembro de 2003 recebeu proposta da Soler Editora de Belo Horizonte – MG e assim em 2004, nasceram os livros “Palavras para Entorpecer o Coração” e “Relicário – Fragmentos de Amor e Paixão” em tiragens de 5.000 e 10.000 exemplares respectivamente, distribuídos por todo o território nacional. Seu contrato com a Soler Editora vigora até o ano de 2010 e a escritora reúne material para os próximos lançamentos.

Em virtude das atividades literárias, Fátima Irene passou a dar palestras em escolas e faculdades e também a alavancar o Concurso Nacional de Poesias “Marcas do Tempo” de sua cidade, em conjunto com a Biblioteca Municipal “Gérson Álfio de Marco” que a cada ano vem ganhando mais expressão visando alcançar, nos concursos vindouros, também o mundo lusófono e hispânico, tornando-o um concurso internacional de poesias. A autora considera-se realizada como mãe, cidadã e escritora e tem ainda muitos sonhos, dentre os quais ver seus filhos formados e bem encaminhados, afora o lançamento de novas obras de sua autoria. Suas horas mais felizes, ela as desfruta cuidando do seu jardim ou caminhando pelos campos de sua terra.

Tem adoração pela natureza e pelo mar. Curte bons filmes, bons livros e ainda continua sendo louca por música e dança, segundo ela, canais de imediata conexão com o que há de mais sublime. Como ela mesma diz num de seus poemas:

” Por certo não morrerei amanhã. Ainda não é hora.
Na tela da minha vida faltam pontos a bordar.
No livro da minha história existem páginas em branco por completar.
Mas se eu morrer amanhã, morrerei abençoando a Vida e cada instante deste precioso Ano Escolar !”

Dom Caetano
Dom Caetano diz estar preparado para o novo cargo Dom Caetano Ferrari, 64, falou ontem ao Comércio sobre como é assumir a Diocese de Franca após há quase cinco anos na cidade como bispo. Nascido em Pirajuí-SP, Dom frei Caetano, como é conhecido, disse que a vocação surgiu quando ainda era pequeno.

Foi coroinha, participou de grupo de jovens, há 41 anos é frade franciscano e desde 1970 padre. Passou por Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro.







Laudério Leonardo Botigeli
Macarrão e biscoitos para todo país Nasceu em Pirajuí (SP). Foi para Londrina (PR) com a família atuar no comércio. Seu primeiro emprego foi em uma farmácia como atendente, depois numa loja de secos e molhados. Passou a viajar como representante da loja e em pouco tempo já era gerente da filial em Arapongas (PR).

Por ter uma grande visão empresarial, ele e sócio compraram a indústria de macarrão de Presidente Prudente. Cerca de cinco anos depois era o único proprietário da empresa, e, desde então passou a diversificar os negócios. Trata-se de pessoa muito dinâmica e também muito alegre. “Gosta muito de futebol e principalmente de ajudar as pessoas”, ressalta um dos filhos.

Tem quatro filhos, Laudério Junior, Luiz Antonio, Liane e Lorival. Hoje é uma personalidade de grande destaque na cidade de Presidente Prudente, sendo inclusive premiado por lá.

Omar Khouri
(Pirajuí, SP, 1948). Formado em História. Mestre e Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Professor há mais de trinta anos: da Pré-Escola à Pós-Graduação. Como poeta intersemiótico, tem veiculado sua produção em revistas: ARTÉRIA 1 (1975), ARTÉRIA 2 (1976), ARTÉRIA 4 (1980), ARTÉRIA 5 (1991), ARTÉRIA 6 (1992), ARTÉRIA 7 (2004), ARTÉRIA 8 (2003, na REDE), ZERO À ESQUERDA (1981), QORPO ESTRANHO 1 (1976), QORPO ESTRANHO 2 (1976), MUDA (1977), CASPA 2 (1978), KATALOKI (ALMANAK 81), ATLAS (ALMANAK 88) e outras.

Participou de inúmeras exposições de “poesia visual”, no Brasil e em outros países (Alemanha, Estados Unidos da América, Argentina, Holanda, Itália). É, também, promotor de eventos, oralizador de poemas, editor (co-fundador da Nomuque Edições), impressor e estudioso de poesia, tendo organizado várias antologias.

Conferencista e pesquisador, tem-se dedicado ao estudo da Poesia e suas relações com as Artes Plásticas. Atualmente, ocupa-se de um projeto experimental de prosa, que já rendeu alguns volumes, editados com tiragens mínimas. Vive e trabalha em São Paulo, sendo professor do IA-UNESP e da FACOM-FAAP.

José Manoel Ricardo, “Picolé”
Era uma atacante de muita habilidade e primava pelos belos gols que marcou em sua carreira. Jogador de refinada técnica, mas segundo o próprio Picolé, quando a jogada necessitava, até bico na bola ele dava. Iniciou sua carreira no Noroeste de Bauru em 1973 e ficou por algumas temporadas, deixando a cidade para se transferir para o Palmeiras em 1976.

Neta época estava bem e por isso foi convocado para disputar o Pré Olímpico deste ano, em recife-PE, jogando pela seleção Sub-23. No Verdão permaneceu pôr três anos quando recebeu uma proposta irrecusável para deixar o futebol brasileiro. Sem titubear aceitou a proposta do Puebla, do México, em 1979 e foi ao lado de Muricy, hoje treinador do São Caetano, tentar a sorte no futebol internacional.

Na terra do sombreiro ficou até 1982 retornando ao Brasil para jogar no Taubaté. No Burro da Central disputou apenas o Campeonato Paulista daquele ano. No ano de 1983, Picolé acertou com o Atlético Paranaense e também ficou apenas uma temporada. Pelo sucesso obtido nas temporadas anteriores no futebol mexicano, Picolé foi novamente contratado pelo Puebla e pôr mais três anos jogou naquele país.

Tinha tanta moral que resolveu encerrar a carreira jogando por lá. Ao retornar ao Brasil, partiu para a carreira de treinador no ano de 1988. Iniciou na profissão no Iguaçu, de união da Vitória, Paraná, clube que na ocasião disputava a elite do futebol paranaense. Em 1989 foi para o Fóz, de Fóz do Iguaçu. Nos anos de 1990 e 91 já comandava a equipe do Operário de Ponta grossa, também do Paraná. Em 1992 o ápice de sua carreira como treinador.

Foi para o Coritiba e fez um bom trabalho. Em 1993 foi para o Juventus, de Jaraguá do Sul, interior de Santa Catarina. Em 1994 estava no extinto Hercílio Luz, também do futebol catarinense. Em 1995, ainda em santa Catarina, foi para o Marcílio Dias. Neste mesmo ano de 1995, a equipe que Picolé estava comandando era a do Figueirense, da capital catarinense.

E ainda no final 1995, Picolé foi para o Cascavel, do Paraná, onde encerrou a carreira de treinador para tentar a sorte como empresário. Ganhou os títulos de Campeão do Torneio Pré Olímpico de 1976 na Seleção Brasileira Sub 23, Campeão da Japan Cup em 1978 pelo Palmeiras, Campeão Mexicano de 1982 defendendo o Puebla e foi Campeão Paranaense em 1983 pelo Atlético, todos títulos conquistados como jogador.

Como técnico, ganhou o Torneio Integração na equipe do Juventus, de Jaraguá do Sul em 1993 e no ano seguinte, com o Hercílio Luz, conquistou o acesso à principal divisão do Campeonato Catarinense, sagrando-se Campeão da Segunda Divisão em 1994. Hoje, Picolé que é casado, mora em Curitiba e faz muitos negócios intermediando transações com atletas para o futebol mexicano, onde continua com muita credibilidade pelo tempo em que esteve naquele país e também com o futebol japonês.

Arnaldo Lorençato
É editor de gastronomia de Veja São Paulo e professor de Jornalismo Gastronômico na Universidade Mackenzie. Na revista, assina a crítica semanal e a coluna 100 Restaurantes, além de ser responsável pela seleção dos 500 restaurantes reunidos no guia anual Comer & Beber – O Melhor da Cidade, que completou uma década neste ano.

Por essa publicação, ganhou o prêmio Abril de Jornalismo (Reportagem de Serviço) em 2004. Em junho de 2006, foi responsável pela edição especial As Receitas dos Grandes Chefs, com perfis de vinte cozinheiros de São Paulo, acompanhados de três receitas de cada um deles.

Lorençato leciona no curso de Comunicação da Universidade Mackenzie para turmas de jornalismo e de publicidade. Entre fevereiro de 2000 e junho de 2005, foi editor das páginas Gourmet do caderno cultural Fim de Semana da Gazeta Mercantil e, mais tarde, editor de todo o suplemento. Mestre em Cinema, o jornalista prepara agora doutorado em Antropologia, no qual pretende abordar a história da alimentação em São Paulo.

Neyde Thomas
(Pirajuí, 27 de fevereiro de 1929 - Curitiba, 1 de agosto de 2011) foi uma cantora lírica brasileira, considerada uma das principais cantoras líricas (soprano) do país no século XX1.

Em 1961 Neyde venceu o Concurso Achille Peri, em 1999 recebeu o Troféu Texaco Metropolitan Opera International Radio Network e em 2002 ganhou o Prêmio Carlos Gomes, (o “Oscar da Música Erudita”, na categoria Universo da Ópera).

Neyde foi membro estável da Deutsche Oper, cantando em diversos lugares do mundo, como no Liceu de Barcelona, na Ópera de Monte Carlo, no Metropolitan de Nova York (maior palco de apresentações de ópera), na Accademia Nazionale di Santa Cecilia (Roma - uma das instituições musicais mais antigas do mundo), no Teatro Guaíra, entre outros lugares.

Plácido Domingo e Luciano Pavarotti são alguns dos nomes com quem ela dividiu o palco.

Em seus últimos anos de vida, era professora da Escola de Música e Belas Artes do Paraná, preparadora vocal das óperas do Teatro Guaíra e orientadora vocal da Camerata Antiqua de Curitiba.

Aluísio Palhano Pedreira Ferreira
(Pirajuí, 5 de setembro de 1922 – São Paulo, 21 de maio de 1971) foi um bancário, sindicalista e militante da Vanguarda Popular Revolucionária desaparecido na ditadura militar brasileira. É um dos casos investigados pela Comissão da Verdade, que apura mortes e desaparecimentos na ditadura militar brasileira.

Juventude
Aluísio Palhano Pedreira Ferreira nasceu no dia 5 de setembro de 1922, na cidade de Pirajuí, em São Paulo. Era o segundo filho do fazendeiro João Alves Pedreira Ferreira e de sua mulher Henise Palhano Pedreira Ferreira.

Em 1932, com 10 anos, Aluísio mudou-se para a casa da avó materna em Niterói, no Rio de Janeiro. Após se formar em direito pela UFF, ingressou na carreira de bancário trabalhando no Banco do Brasil, e foi por duas vezes presidente do Sindicato dos Bancários. Em 1963, foi eleito presidente da Confederação dos Trabalhadores dos Estabelecimentos de Crédito e vice-presidente da antiga CGT.

Em 1947, com 25 anos, casou-se com Leda Pimenta, com quem teve dois filhos, Márcia e Honésio.

Ditadura
Em 1964, sendo o líder sindical bancário mais proeminente da época, teve seus direitos políticos cassados e sofreu perseguição direta do regime militar, situação que o fez deixar o país. Em maio do mesmo ano, pediu asilo na Embaixada do México, e foi posteriormente para Cuba.

Lá, foi o representante brasileiro na Organização Latino-Americana de Solidariedade, em Havana. Ficou no país até 1970, quando voltou clandestinamente para o Brasil, sob o codinome de João Alves Pedreira Ferreira, identidade de seu falecido pai2 . Posteriormente, descobriu-se que governantes do regime militar vigiaram Aluísio entre os anos de 1964 até 1970.

Neste período, manteve contato limitado com sua família, o último ocorrido no dia 24 de abril do mesmo ano. Depois disso, Aluísio foi dado como desaparecido.

Prisão e Morte
Seu sequestro aconteceu no dia 6 de maio de 1971, na cidade de São Paulo, provavelmente a partir de denúncia do agente policial infiltrado Cabo Anselmo, que era seu contato na VPR. Aluísio foi levado para o DOI-CODI de São Paulo, onde ficou por seis dias, e depois para a Casa da Morte, em Petrópolis, onde esteve com Inês Etienne Romeu.

No dia 13 de maio, retornou ao DOI-CODI/SP, onde ficou por pouco mais de uma semana, até ser assassinado. Durante o período, Inês relatou o estado debilitado de Aluísio, e as sessões repetidas de tortura que sofria.

Em 1 de agosto de 1978, uma carta escrita por Altino Dantas Jr. - seu companheiro de prisão - e encaminhada ao Ministro do Superior Tribunal Militar, General Rodrigo Otávio Jordão Ramos, denunciava o assassinato de Palhano nas dependências do DOI-CODI da Rua Tutóia, em São Paulo, na madrugada de 21 de maio de 1971.

Segundo o depoimento, confirmado pela Anistia Internacional, Aluísio veio do Cenimar do Rio de Janeiro e foi mantido prisioneiro no local, até ser morto pelas mãos da equipe do torturador Dirceu Gravina.

Sobre a ocasião, Dantas Jr escreveu:
“Por volta do dia 16 de maio, Aluísio Palhano chegou àquele organismo do II Exército, recambiado do Cenimar do Rio de Janeiro (...) Na noite do dia 20 para 21 daquele mês de maio, por volta das 23 horas, ouvi quando o retiraram da cela contígua à minha e o conduziram para a sala de torturas, que era separada da cela forte, onde me encontrava, por um pequeno corredor. Podia, assim, ouvir os gritos do torturado.

A sessão de tortura se prolongou até a alta madrugada do dia 21, provavelmente 2 ou 4 horas da manhã, momento em que se fez silêncio. (...) 'Alguns minutos após, fui conduzido a essa mesma sala de torturas, que estava suja de sangue mais que de costume. Perante vários torturadores, particularmente excitados naquele dia, ouvi de um deles, conhecido pelo codinome de ‘JC’ (cujo verdadeiro nome é Dirceu Gravina), a seguinte afirmação:’Acabamos de matar o seu amigo, agora é a sua vez’. (...)

Entre outros, se encontravam presentes naquele momento os seguintes agentes: ’Dr. José’ (oficial do Exército, chefe da equipe); ‘Jacó’ (integrante da equipe, cabo da Aeronáutica); Maurício José de Freitas (‘Lunga’ ou ‘Lungaretti’, integrante dos quadros da Polícia Federal), além do já citado Dirceu Gravina ‘JC’, e outros sobre os quais não tenho referências.”

Em 1991, o nome de Aluísio Palhano foi encontrado, no arquivo do DOPS/PR, numa gaveta com a identificação "falecidos". Nesta lista, além dos já citados por Dantas Jr, o então Comandante do DOI-CODI/SP, Major Carlos Alberto Brilhante Ustra e o Capitão Ítalo Rolim aparecem como nomes envolvidos no sequestro, tortura e morte de Aluísio.

Apesar dos depoimentos, sua morte nunca foi confirmada oficialmente pelas autoridades. O nome de Aluísio consta na lista de desaparecidos políticos anexa à Lei no 9.140/95. Seu corpo nunca foi encontrado, havendo boatos de que foi atirado em um rio ou incinerado em algum dos altos-fornos de usinas de açúcar em Campos, junto com outros presos políticos assassinados.

Em 2012, o Ministério Público Federal denunciou à Justiça Federal em São Paulo Carlos Alberto Brilhante Ustra e Dirceu Gravina, que ainda encontrava-se na ativa na Polícia Civil de São Paulo, pelo crime de sequestro qualificado, que, por ser permanente, não pode ser contemplado pela Lei da Anistia de 1979. A denúncia foi rejeitada pela 10ª Vara Criminal de São Paulo, que tomou o fato como prescrito. O MPF entrou com recurso na 2ª Turma do TRT da 3ª região e aguarda decisão.

Homenagens
Em 1986, o Grupo Tortura Nunca Mais inaugurou uma rua com o nome de Aluísio Palhano, no bairro de Campo Grande, no Rio de Janeiro. Posteriormente, uma rua em São Paulo também foi renomeada em sua homenagem.

Em 1994, recebeu a Medalha Pedro Ernesto, da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, proposta pelo vereador Adilson Pires.

Em 2000, recebeu a Medalha Chico Mendes de Resistência outorgada pelo Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro, por indicação do Sindicato dos Bancários.