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Atendimento de entidades pode parar hoje por falta de repasses

Pirajui por Unknown em 26 de outubro de 2012 | 08:30:00

Duas entidades assistenciais de Presidente Alves poderão ser obrigadas a suspender o atendimento por atrasos no repasse de verbas municipais e estaduais. Desde julho, a prefeitura não efetua os pagamentos, o que tem levado as instituições a suspender oficinas e diminuir os dias de atividades. No total, cerca de 260 crianças, 38 delas com necessidades especiais, estão sendo prejudicadas.

O presidente da Sociedade de Assistência e Ocupação do Menor (Proame), Waldemar Pereira de Camargo, conta que, até junho, atendia 120 crianças de 7 a 14 anos em oficinas de marcenaria, corte de cabelo, corte e costura, manicure, pintura em tecido, informática e culinária, no prédio da antiga Estação Ferroviária, além de 100 crianças da banda da Polícia Mirim. “Hoje, tenho quatro, cinco. Estou fechando dois ou três dias por semana por falta de condições de trabalho”, diz.

Há quatro meses, segundo ele, a prefeitura não repassa os valores de R$ 1.800,00 mensais, referente ao convênio com o município, e R$ 3.066,00 mensais, referente ao convênio com o governo do Estado. “Chegou num ponto que não tenho como pagar o pessoal mais”, conta, referindo-se aos seus cinco funcionários. A única saída, de acordo com Camargo, foi recorrer ao Ministério Público, que deu prazo de 15 dias, a partir do dia 24, para que o município regularize a situação.

Quem também enfrenta dificuldades é a Associação Multidisciplinar de Educação Especial Regiane Affonso (AME), que atende hoje 38 crianças com necessidades especiais de Presidente Alves e Pirajuí das 8h às 16h. Segundo a coordenadora da entidade, Cristiane Dias Legramandi, o atraso no repasse das verbas por parte da prefeitura, que já dura quatro meses, obrigou a instituição a suspender as atividades hoje e segunda-feira visando à redução de gastos, sobretudo alimentação.

Por mês, a AME deveria receber do município R$ 1.800,00. Já o valor do convênio com o governo do Estado é de R$ 2.526,00. Além disso, a entidade tem direito a um aditivo mensal de R$ 341,60, que não está sendo pago há seis meses. Ontem, segundo a coordenadora, havia R$ 300,00 na conta da instituição. Legramandi explica que o que garante uma sobrevida à AME é uma verba federal que ela recebe mensalmente de R$ 1.800,00, dividida entre gastos com pessoal e consumo, além de R$ 600,00 repassados por mês pela prefeitura de Pirajuí. Em nota, a prefeitura de Presidente Alves limitou-se a dizer que se comprometeu com o MP a regularizar a situação em 15 dias.

Fonte: Lilian Grasiela - www.jcnet.com.br

1 comentários:

  1. Presidente Alves está se definhando e levando junto as entidades que tanto deram orgulho para a cidade. E pensar que tudo isso não passa de picuinha política.

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