É o caso da produção na fazenda de Érika Maria Banwart que já tem destino certo: se transforma em doação. O que é produzido em dois hectares vai parar na cozinha e nas barracas da festa. "A gente aprendeu com os nossos pais e isso tem que ser passado de geração em geração. Não pode pensar só em dinheiro, mas também em doação porque vai, volta de alguma forma".
Os agricultores, que se juntam para 'comemorar' a solidariedade e as lavouras de mandioca, ajudam a mudar a situação de mais de 400 pessoas que vivem em três lares franciscanos da cidade.
Todo o dinheiro arrecadado na festa é revertido em melhorias no atendimento a crianças, dependentes químicos e deficientes que foram abandonados pelas famílias.
"A gente se mantém com ajuda da comunidade, por isso que promovemos festas como essas e a pedimos que a comunidade nos ajude", pede a irmã franciscana Clara Berti.
A fartura, que sai do campo, enche as panelas nas mãos cuidadosas de 15 cozinheiras voluntárias, a mandioca dá sabor a um dos pratos prediletos da região: a “vaca atolada”. A cozinheira Madalena Gomes da Silva diz que é prazeroso trabalhar como voluntária. “É bom fazer caridade e não olhar a quem."
Nas barracas, a caridade se transforma em delícias de encher os olhos, como a tapioca, coxinha, pão caseiro com torresmo. E a mandioca é ingrediente principal até do suco, do brigadeiro e do beijinho. E a festa já virou tradição, afirma a artesã Maria Cláudia de Souza. "Já é uma tradição, tudo o que faz aqui é bem vendido e o povo aprova bastante".
A ajuda tem sabor de comida caipira e é difícil não participar, conta a assistente social Leila Neme de Barros. "Vale à pena participar, é muito gostoso. É um dia diferente."
Fonte: Do G1 Bauru e Marília






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