O movimento é espontâneo, não precisou de incentivos governamentais e nem da ‘onda’ recente que elegeu o pedalar como um dos melhores exercícios físicos. A topografia do município coopera com o uso das bicicletas, com exceção de alguns bairros mais recentes.
Ao contrário do que ocorre nas cidades de maior porte e nos grandes centros urbanos, onde é necessário implantar ciclofaixas ou ciclovias para garantir a segurança dos ciclistas, em Reginópolis há um ‘código’ entre eles, os pedestres e os motoristas, em que todos se respeitam. O número de atropelamentos e acidentes é muito pequeno.
Embora muitos moradores possuam carros de passeio, muitos ficam dias e dias na garagem e só são utilizados para viagens e deslocamentos maiores. Durante a semana, no horário comercial a movimentação de veículo automotor é maior por conta dos fornecedores e entregadores comerciais que visitam a cidade.
Por mais incrível que possa parecer, no município as pessoas se deslocam de bike. Não há ciclofaixas e nem ciclovias porque, no “código de ética” dos moradores, todos têm espaço garantido e segurança. O uso das duas rodas é anterior à onda da busca pela qualidade de vida, pois faz parte da cultura dos moradores.
Pedalando
Pedalar já é um hábito enraizado na cultura dos moradores, passa de geração para geração. Começou quando a cidade possuía poucas ruas e carros, e persiste até hoje. Para os menos avisados a visão do município é de futuro, mais bicicletas do que carro nas ruas.
O resultado do uso de bicicleta pelos moradores pode ser constatado in loco. No lugar de motoristas estressados, encontramos ciclistas sorridentes. Gente de bem com a vida, pedalando e se exercitando. O uso de bicicletas não se restringe aos moradores com idades de 20 a 24 anos, que representam a maioria da população. Há idosos, jovens e crianças pedalando pela cidade.
Pedalar todos os dias é um exercício que garante qualidade de vida porque ativa a circulação e altera os batimentos cardíacos, por isso, dos mais de 600 idosos residentes em Reginópolis, menos de 1% apresenta taxa de colesterol e triglicérides fora do índice preconizado.
As ‘magrelas’ estacionadas nas portas dos estabelecimentos ou residências são verdadeiros convites para um “empréstimo”. Comentários dos moradores dão conta de que, muitas vezes, um conhecido passa e pega a bike para se deslocar e depois devolve. Situação inusitada para quem está acostumado a conviver com furtos e roubos.
Falando ao celular
O estudante de engenharia Gabriel Pessarelo, 18 anos, mora em Reginópolis e não dispensa sua bicicleta. Trabalha com ela, faz exercícios e atende o celular pedalando. Vendedor de material elétrico, ele percorre obras para vender, sinônimo de muito esforço físico diariamente. Ele calcula que na rotina diária alcance os três quilômetros.
“É um transporte que não emite poluentes. A cidade é plana na área central. Mantenho a saúde. Consigo falar ao celular e dirigir a bike. O trânsito é tranquilo. Aqui todo mundo respeita o ciclista.”
Ele lembra que no meio estudantil, em Lins, seus amigos acham diferente ele usar bicicleta como meio de locomoção. “Eles brincam comigo e eu digo que não pratico o sedentarismo.”
Fonte: Rita de Cássia Cornélio - www.jcnet.com.br






.jpg)




reginópolis é um paraíso para ciclistas por causa da topografia, como já foi dito na reportagem, mas também porque lá não tem paralelepípedos.
ResponderExcluirquem tem uma "magrela" sabe muito bem da dificuldade de pedalar no meio dessas pedras desiguais.
aqui em Pirajui, alem dos paralelepipedos tem os buracos tambem que detonam os carros e as bicicletas, de uma observada nisso D. Yara, porque a prefeita faz a parte dela ja os seus acessores são nota zero.
ResponderExcluir