O secretário municipal, Sérgio Fonseca, acredita que a maneira humilde e simples de viver dos moradores é um dos itens que garantem a distância dos índices de criminalidade. “Tem o pessoal mais antigo que ainda educa os filhos de maneira rígida. Muitos trabalham na agricultura e têm outro estilo de vida, com valores que não incluem a violência.”
A maioria da população trabalha, então dorme cedo, afirma Fonseca. “Há também os casais mais jovens que dão uma educação mais moderna para os filhos. Alguns jovens saem da cidade para estudar e trabalhar.”
População religiosa é outro fator que deve influenciar a população a se distanciar da criminalidade, arrisca o secretário. “Tem uma grande parte da população que é católica. Tem os evangélicos, que têm grande número de fiéis. Muitos moradores frequentam as igrejas.”
A diversão dos jovens, segundo Fonseca, se restringe às lan houses, reuniões na praça e carro de som. “Aqui não tem boate, casa noturna e os ‘bailinhos’ ainda acontecem na praça central, que é coberta. Quando tem baile é muito tranquilo. Poucas vezes ocorrem brigas. Quando isso acontece, eles não chegam às vias de fato. Também há jovens que vão se divertir em Pirajuí e Bauru.”
Na delegacia de Presidente Alves foram registrados, de janeiro a setembro deste ano, 59 boletins de ocorrência, sendo 33 de crimes contra pessoa e 26 contra o patrimônio. No ano passado foram registrados 47 BOs contra pessoas e 31 contra patrimônio, explica o delegado responsável, Márcio José Alves.
Fonte: Rita de Cássia Cornélio - www.jcnet.com.br






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