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Jovens são vítimas de atentado com bombas dentro de veículo

Pirajui por Unknown em 22 de janeiro de 2013 | 15:52:00

Um adolescente ficou ferido em uma explosão ocorrida na madrugada de segunda-feira (21), em um atentado no interior de um automóvel, no Jardim Progresso, zona Leste de Marília.

Duas bombas foram arremessadas no interior do carro das vítimas, sem motivo aparente, sendo que apenas uma delas sofreu ferimentos na perna e na mão direita. O emplacamento do veículo de onde os explosivos foram arremessados não foi anotado e a Polícia Civil investiga o crime.

De acordo com o relato da vítima J.M.M.N., 19, estava com seu irmão L.M.N., 21, e seu primo Y.N.S., 15, trafegando no veículo Prisma da família pela rua Eugênio Domingues, por volta das 2h, quando o condutor de um Fiat/Pálio, cor prata, modelo antigo, pediu passagem.

O Prisma só foi ultrapassado na avenida Salgado Filho, sendo que o passageiro que estava no banco de trás do Pálio, quando os dois automóveis estavam emparelhados, sem um motivo aparente, arremessou duas bombas dentro do carro das vítimas. Um explosivo caiu nos pés do passageiro do banco da frente e a outra no banco traseiro, onde o adolescente estava sentado.

Y.N.S. segurou a mochila em cima da bomba, para abafar o impacto da explosão, que provocou danos na porta do carro e também no objeto utilizado pela vítima para se proteger. O jovem sofreu ferimentos na perna e mão direita. O explosivo jogando na frente do veículo era aparentemente de menor potencial e não chegou a provocar dano algum.

Assustados com o atentado, as vítimas não conseguiram anotar o emplacamento do Pálio, que fugiu em alta velocidade, tomando rumo ignorado. A Polícia Militar (PM) não foi informada sobre o crime e as vítimas foram diretamente buscar atendimento médico e posteriormente compareceram ao Plantão Policial, onde foi registrado o boletim de ocorrência de explosão.

Segundo o artigo 251 do Código Penal, aquele que “expor a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem, mediante explosão, arremesso ou simples colocação de engenho de dinamite ou de substância de efeitos análogos”, pode pegar pena que varia de três a seis anos de prisão, além de multa.

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) será responsável pelo inquérito, que tem autoria desconhecida. As vítimas devem ser chamadas para prestarem depoimento e relatarem se possuem algum inimigo ou se exista algum motivo para terem sido vítimas do atentado.

Fonte: www.jcnet.com.br

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