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SAP aguarda laudo sobre detenta de Pirajuí

Pirajui por Unknown em 24 de outubro de 2012 | 04:22:00

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que está aguardando o laudo do IML para saber o que provocou a lesão no olho de uma detenta da Penitenciária Feminina de Pirajuí, ferida após motim ocorrido na semana passada. Conforme divulgado pelo JC, familiares alegam que ela foi atingida por uma bomba lançada na cela onde ela dormia. A mulher corre o risco de perder a visão do olho esquerdo.

O motim teve início na tarde do dia 16 e só terminou na manhã do dia seguinte, após 12 horas. Cerca de 30 presas teriam se recusado a voltar para as celas, além de provocar tumulto, danificar a unidade e ameaçar agentes penitenciárias. O JC apurou que a causa da revolta seria a insatisfação das presas com o regime de extrema disciplina no local.

A SAP considera o motim uma “ação isolada”, e revela que a unidade conta com 367 presas provisórias, vindas de várias cadeias públicas. “A imposição de normas que são inerentes ao sistema prisional, diferentemente do que ocorre nas cadeias, desencadeou certa revolta de uma parcela da população carcerária que não aceita a disciplina existente”, afirma.

Segundo a Secretaria, o Grupo de Intervenção Rápida (GIR) de Marília entrou na penitenciária para revistar detentas e retirar materiais danificados por elas. “Devemos destacar que a política da Secretaria da Administração Penitenciária é de tolerância zero com relação aos atos de insubordinação de presos, agressão e desrespeito aos servidores do sistema”, diz.

Foi nesse momento, de acordo com familiares da presa ferida, que a cela onde ela estava foi atingida por uma bomba e estilhaços do artefato acertaram seu olho esquerdo, causando lesões na retina e corte no supercílio. A SAP não confirma o lançamento da bomba e alega que a detenta, “aparentemente, teria batido a cabeça ao se levantar da cama”.

Atendimento
A Secretaria declara que, por volta das 6h45, a reeducanda foi levada à enfermaria da penitenciária e, às 7h, foi conduzida ao Pronto-Socorro (PS) local, de onde foi encaminhada para uma clínica oftalmológica. Às 10h45, ela foi transferida para a Clínica de Olhos do Hospital de Base (HB) em Bauru, onde permanece internada.

“A presa se encontra num Centro Especializado, recebendo todo o acompanhamento e tratamento. Boletins Médicos são encaminhados à unidade apresentando a evolução do quadro”, destaca. “Foram feitos exames de ultrassom e tomografia computadorizada do supercílio lesionado e globo ocular. No momento, a equipe médica que monitora o quadro da reeducanda aguarda encaminhamento para possível cirurgia”.

Questionada sobre um eventual “excesso” por parte do GIR, a SAP negou. “A SAP, através da Escola da Administração Penitenciária (EAP), dispõe de treinamentos constantes aos seus funcionários para que esses saibam lidar e controlar situações que possam colocar em risco a integridade física e moral dos agentes e presos em questão”, pontua.

A reportagem também indagou a Secretaria sobre documento que a presa teria sido obrigada a assinar na penitenciária dizendo que machucou-se sozinha, mas a pergunta não foi respondida.

Segundo a SAP, as presas envolvidas no motim permanecerão isoladas para a devida apuração dos fatos por um período mínimo de 15 dias, sem recebimento de visitas. “Foi elaborado boletim de ocorrência e oficiados à autoridade policial solicitando instauração de inquérito policial, assim como determinada instauração de procedimento disciplinar”, informa.

Fonte: Lilian Grasiela - ww.jcnet.com.br

2 comentários:

  1. TANTOS CUIDADOS PARA UMA PRESA...NÓS QUE TRABALHAMOS DCENTEMENTE NEM SOMOS ATENDIDOS DIREITO......ISSO É O FIM MSM.....AFF

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  2. teve mais repercução essa presa que sabe la o que fez na rua,do que a morte do diretor de disciplina da p1,qunata inversão de valores,ate parece que a prece esta no convento,e oque elas fazem juntas naoda para imaginar, acorda povo presa étudoosem futuro,ou levem umas quando saem de liberdade para suas casas.

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