A detenta ferida durante motim ocorrido na última terça-feira, na Penitenciária Feminina de Pirajuí, está internada no Hospital de Base (HB) em Bauru e corre o risco de perder a visão do olho esquerdo. Segundo um familiar dela, que preferiu não se identificar, os ferimentos teriam sido provocados por uma bomba lançada na cela onde ela dormia. Procurada, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou por meio da assessoria de imprensa que só iria se manifestar sobre o caso hoje.
Conforme divulgado com exclusividade pelo JC, por mais de 12 horas, cerca de 30 presas da penitenciária teriam se recusado a voltar para as celas, além de provocar tumulto, danificar a unidade e ameaçar agentes penitenciárias (leia mais abaixo). A reportagem apurou que a causa da revolta seria a insatisfação das presas com o regime de extrema disciplina que todas têm que seguir no local.
De acordo com um familiar da detenta, ela não teria participado do motim, mas acabou sendo ferida quando o Grupo de Intervenção Rápida (GIR) – força especial da SAP – entrou na penitenciária, já na manhã do dia 17, para conter a confusão e garantir que a situação voltasse ao normal. “Ela foi olhar pelo buraco da cela dela e um homem do lado de lá falou: mãos para trás e vai no fundo da cela”, conta.
Ainda de acordo com o denunciante, a presa teria obedecido à ordem, mas acabou sendo surpreendida pela explosão de uma bomba. O familiar da detenta alega que os estilhaços do artefato atingiram o olho esquerdo dela, provocando lesões na retina e corte no supercílio. “Ela está todinha machucada no hospital, com ponto, e o médico falou que só por Deus ela vai conseguir enxergar do olho esquerdo”, afirma.
A presa estaria aguardando o resultado de exames e vaga para passar por cirurgia especializada no Hospital Estadual (HE) de Bauru, o que deve ocorrer no início desta semana. Até o final da tarde de ontem, ela permanecia internada em um quarto no HB. O familiar da detenta relata ainda que ela teria sido obrigada a assinar documento na unidade dizendo que machucou-se sozinha após bater o olho em uma tela.
O motim
A reportagem apurou que o motim na Penitenciária de Pirajuí teve início na tarde do dia 16 e só terminou na manhã do dia seguinte, após a ação do GIR de Marília. Presas de um dos pavilhões teriam se recusado a voltar para as celas e exigido a presença de uma diretora na unidade para entregar uma carta com reivindicações.
As detentas, a maioria vinda da capital, estariam descontentes com rigidez imposta pela penitenciária, que estipularia horário para o banho de sol e as refeições, entre outras regras de convivência. Após a presença da diretora, e com a situação já controlada, algumas presas teriam tentado convencer colegas de outros pavilhões a se amotinarem.
As “indisciplinadas” teriam sido levadas para área de isolamento, o que voltou a gerar um clima de instabilidade na unidade. Elas chegaram a colocar fogo em cobertores e ameaçar as agentes penitenciárias de morte. Revoltadas, as demais detentas teriam se amotinado e passado a arremessar objetos de dentro das celas na direção das funcionárias.
Durante a confusão, algumas presas chegaram a fazer menção a uma conhecida facção criminosa. A assessoria de imprensa da SAP confirmou a ocorrência do motim, mas disse que, nos finais de semana, só atende casos de rebelião e fuga de presos e que irá se manifestar sobre o ferimento sofrido pela detenta apenas hoje.
A Polícia Civil de Pirajuí informou ontem à noite que a presa que ficou ferida passou por exame de corpo de delito e que aguarda laudo do Instituto Médico Legal (IML) para constatar a gravidade das lesões. Nestes casos, a delegacia instaura inquérito para apurar a conduta das presas e também a ação do GIR e demais funcionários que atuaram para conter o motim.
Além disso, a própria penitenciária também instaura procedimento disciplinar para apurar no âmbito administrativo a conduta dos servidores, informa a Polícia Civil.
Fonte: Lilian Grasiela - www.jcnet.com.br
Conforme divulgado com exclusividade pelo JC, por mais de 12 horas, cerca de 30 presas da penitenciária teriam se recusado a voltar para as celas, além de provocar tumulto, danificar a unidade e ameaçar agentes penitenciárias (leia mais abaixo). A reportagem apurou que a causa da revolta seria a insatisfação das presas com o regime de extrema disciplina que todas têm que seguir no local.
Ainda de acordo com o denunciante, a presa teria obedecido à ordem, mas acabou sendo surpreendida pela explosão de uma bomba. O familiar da detenta alega que os estilhaços do artefato atingiram o olho esquerdo dela, provocando lesões na retina e corte no supercílio. “Ela está todinha machucada no hospital, com ponto, e o médico falou que só por Deus ela vai conseguir enxergar do olho esquerdo”, afirma.
A presa estaria aguardando o resultado de exames e vaga para passar por cirurgia especializada no Hospital Estadual (HE) de Bauru, o que deve ocorrer no início desta semana. Até o final da tarde de ontem, ela permanecia internada em um quarto no HB. O familiar da detenta relata ainda que ela teria sido obrigada a assinar documento na unidade dizendo que machucou-se sozinha após bater o olho em uma tela.
O motim
A reportagem apurou que o motim na Penitenciária de Pirajuí teve início na tarde do dia 16 e só terminou na manhã do dia seguinte, após a ação do GIR de Marília. Presas de um dos pavilhões teriam se recusado a voltar para as celas e exigido a presença de uma diretora na unidade para entregar uma carta com reivindicações.
As detentas, a maioria vinda da capital, estariam descontentes com rigidez imposta pela penitenciária, que estipularia horário para o banho de sol e as refeições, entre outras regras de convivência. Após a presença da diretora, e com a situação já controlada, algumas presas teriam tentado convencer colegas de outros pavilhões a se amotinarem.
As “indisciplinadas” teriam sido levadas para área de isolamento, o que voltou a gerar um clima de instabilidade na unidade. Elas chegaram a colocar fogo em cobertores e ameaçar as agentes penitenciárias de morte. Revoltadas, as demais detentas teriam se amotinado e passado a arremessar objetos de dentro das celas na direção das funcionárias.
Durante a confusão, algumas presas chegaram a fazer menção a uma conhecida facção criminosa. A assessoria de imprensa da SAP confirmou a ocorrência do motim, mas disse que, nos finais de semana, só atende casos de rebelião e fuga de presos e que irá se manifestar sobre o ferimento sofrido pela detenta apenas hoje.
A Polícia Civil de Pirajuí informou ontem à noite que a presa que ficou ferida passou por exame de corpo de delito e que aguarda laudo do Instituto Médico Legal (IML) para constatar a gravidade das lesões. Nestes casos, a delegacia instaura inquérito para apurar a conduta das presas e também a ação do GIR e demais funcionários que atuaram para conter o motim.
Além disso, a própria penitenciária também instaura procedimento disciplinar para apurar no âmbito administrativo a conduta dos servidores, informa a Polícia Civil.
Fonte: Lilian Grasiela - www.jcnet.com.br






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Já que instalaram penitenciária feminina em pirajuí, não custa nada disponibilizar celulares dual chip, bebidas alcoólicas, refrigerantes, visitas íntimas, self service, ar condicionado, tvs à cabo, longos horários de banho de sol e de piscina, internet grátis, etc, e também acabar com a disciplina rígida.
ResponderExcluirAssim não ocorrerão mais motins.
Somente ironizando mesmo...
se bobear, logo será tudo liberado mesmo, e nós, a população, fica preso!
Excluiré e parece que todo mundo é culpado, menos quem fez o motim eita Brasil....
ResponderExcluirainda bem que ela tem 2 olhos
ResponderExcluir(0) -
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sou ser humano, como qualquer outro do mesmo jeito que elas acabaram com varios lares isso é apenas uma leve pena!
Se fosse uma pessoa BOA, provavelmente não estaria passando por isso.
ResponderExcluirNa minha opinião quem elas pensam que são para escolher que tipo de regime disciplinar tem que passar?! está acontecendo uma inversão de valores.... Esse REGIME DISCIPLINAR DEVERIA SER MUITO MAIS RIGIDO.
em primeiro lugar boa noite ao site,
ResponderExcluirem segundo, vcs que comentaram isso no site, dizem isso porq não teem parentes lá, eu sei que existem pessoas ruins lá, mais eu garanto com todas as letras qua a maioria de quem esta lá, não é por motivos como foi citado acima, que acabam com lares, ao contrario conheço gente lá que luta por um mundo melhor e não questiono o motivo delas estarem lá.
quando vcs precisarem visitar um parente próximo e tiver que passar por todo aquele constragimento,(que eu ja vi muita mae dizendo que chora durante a revista) vcs irao mudar de opinião.
emfim eu vou tentar resumir, lá tem seres humanos, mãe, tia, esposa, avó, sobrinha, vcs estao sujeita a passar por lá do mesmo jeito. boa sorte a vcs.
SEu ja passei por ess cadeia e maior desumano a refeicao e pessima as agemtes tm nojo das presas nem todas nao
ResponderExcluirtemedico jogaram aa prezas li como bixo
Realmente as pessoas dizem esses absurdos pq nunca passaram por lá...Não sabem o que é ter um familiar preso.Não concordo qdo dizem que muitas estão lá por destruirem um lar...Não é verdade.Cada um faz a sua escolha de vida, e por muitas vezes essa escolha só prejudica a si proprio e não aos outros.Gostaria de ressaltar que independente do que tenham cometido são seres humanos,que precisam comer,tomar banho,se vestir..Parem de criticar os outros e se coloquem em seus lugares, afinal ninguém sabe o dia de amanhã, se talvez iremos passar por lá, ou se teremos que ir visitar um ente querido.As pessoas têm mania de julgar os outros, de criticar o próximo, mais se esquece que no mundo de hoje, não dá para fechar os olhos para os acontecimentos.Hoje é uma família que está passando por dificuldades de visitar seus parentes, pois precisam passar por uma revista super constrangedora, por terem que revistar as comidas que fazem com tanto carinho pra levarem, e que por muitas vezes a metade eles jogam fora, porque não pode passar do peso, por gastarem dinheiro para comprar os itens de necessidade básica e não entrar...Tudo isso é muito dificil...Mais ainda pra quem fica aqui fora e tem que se virar para manter o preso lá dentro...Lembrando, que a maioria das vezes, as famílias que ficam aqui fora não tem nada a ver com o que os presos fizeram, e mesmo assim precisam tirar dinheiro do seu proprio bolso para sustenta-los lá dentro.Então meus caros, eu ressalto...Não julguem os outros , sem antes ter passado por aquilo...Julgar é fácil, o dificil é fazer melhor....Para mim essas criticas acima não são nem de pessoas que só olham para o proprio umbigo, e sim de pessoas desumanas...Que não sabem nem o que falam...Só lamentooooooo!!!
ResponderExcluirMe parece que, aqui ninguem falou em impunidade,mas sim em um mínimo de dignidade à estas mulheres.Onde muitas vezes não há água potável,nem a mínima condição de higiên mesmo porque isso seria regalia para um sistema que tem por objetivo punir,vigiar e continuar punindo o máximo possível essa mulheres, sejam elas quem forem.A dignidade é necessária e de direito,justamente para que essas pessoas desavisadas que falam pelos seus cotovelos e que nunca mexeram os seus trazeiros para melhorar essa situação na sociedade em que vive,possam ter uma vida mais tranquila e "segura"Pois um dia essas mulheres terão a sua liberdade de volta e aí essa mesma sociedade"segura" se verá novamente ameaçada e mais uma vez fará de conta que isso não é e nunca será problema dela.Condenar é mauito mais fácil.Se vc não é parte do problema,no mínimo vc tem que ser parte da solução.
ResponderExcluirDEVEMOS NA VERDADE PEDIR A DEUS POR TADAS NAO CRITICA POIS NAO SABEMOS O NOSSO DIA DE AMANHA NAO ESQUEÇAM JUGAS HOGE SERA JULGADO AMANHA
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