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Caecereiro de Pirajuí está em liberdade

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O carcereiro plantonista que chegou a ser preso em flagrante, acusado de facilitar a fuga de uma detenta, teve sua prisão relaxada. O nome dele não foi divulgado, mas ele responderá o inquérito em liberdade. A detenta Valquíria Alves da Silva, 23 anos, fugiu da Cadeia Pública de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) usando chave falsa para abrir uma das portas. Ela continuava foragida até ontem. A polícia não tem pistas do seu paradeiro.

A Polícia Civil apura agora quem é o responsável pela escolha da presa como faxina (detento que cuida da limpeza das celas e tem algumas regalias). Geralmente é escolhida de bom comportamento, mas Valquíria era tida como das mais perigosas da prisão e ligada a uma facção criminosa.

O delegado seccional de Bauru, Benedito Antônio Valencise, é enfático em dizer que a única coisa que está comprovada é que o carcereiro, cujo nome vem sendo preservado, não dispensou os cuidados necessários com o seu serviço. “Se ele tivesse apenas olhando, a presa não teria conseguido fugir”, disse Valencise, que visitou a cadeia após a fuga da presidiária.

Para ele, o fato da presa estar como faxina na cadeia é motivo de apuração. “Estamos apurando de quem é a responsabilidade. As informações que temos é que ela é acusada por tráfico de entorpecente e ligada a esse tipo criminoso.”

O delegado explicou que a escolha da detenta da faxina é feitas pelas demais presidiárias, mas o diretor da cadeia pode concordar ou não. “Tem uma série de critérios a serem analisados. Isso está sendo apurado.”

A fuga da detenta é fruto das determinações irregulares que ocorrem na cadeia, aponta o advogado Roberto Carreteiro que defende o carcereiro. “Há falta de carcereiro. O meu cliente estava fazendo um plantão de 24 horas sozinho numa cadeia com 39 sentenciadas. A cadeia é feminina e todos os carcereiros são homens. Existe uma recomendação para que eles não entrem na carceragem porque poderiam invadir a privacidade das presas que, muitas vezes, usam apenas trajes íntimos. O carcereiro só entra acompanhado de uma funcionária.”

Segundo o advogado, além de cuidar das presas, os carcereiros de plantão atendem telefone, a porta e ocorrências policiais, porque não há plantão permanente. “Há cinco carcereiros em desvio de função na unidade. Só três estão na carceragem fazendo plantões de 24 horas quando o ideal é de 12 horas. Tudo isso leva a uma deficiência na vigilância. Isso é imposto pela unidade.”

Carreteiro acha “absurdo” que uma presa sentenciada por tráfico e tida como batizada de facção criminosa estivesse como faxina, porque a cela fica aberta para ela atender as necessidades das demais celas. “Era uma presa que deveria cumprir oito anos de reclusão em regime fechado. Ela estava em uma cela aberta, isso também facilitou a fuga. Assim como uma geladeira na carceragem. É mais fácil prender o carcereiro do que apurar tudo isso.”

Para o advogado, a prisão foi “arbitrária” tanto que foi relaxada no mesmo dia e o funcionário nem chegou a ir para São Paulo. O juiz da 1a Vara de Pirajuí aceitou o pedido de relaxamento de prisão no mesmo dia. “Ele está sofrendo retaliações administrativas. Querem que ele peça transferência de unidade.”

A orientação do advogado é para o carcereiro não pedir transferência.

A detenta fugiu na madrugada de sexta-feira. Ela usou uma micha (chave falsa) para abrir uma das portas, subiu eum uma geladeira, cortou a tela e com uma teresa (corda feita de tecidos) fugiu da cadeia.

Fonte
Rita de Cássia Cornélio
www.jcnet.com.br

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Postado por Obirosca

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